Spot: amigos sobrevivem a ataque de abelhas graças à comunicação via satélite

Spot: amigos sobrevivem a ataque de abelhas graças à comunicação via satélite

Esta é a história de como um homem conseguiu salvar a própria vida – e a de um amigo alérgico— do ataque de um enxame de abelhas africanas em meio à densa mata da Serra do Mar, em São Paulo. Há quem diga que foi sorte, mas Luiz Antônio Gambá, o personagem no centro da trama, tem uma explicação bastante diferente: ele tinha treinamento e, por isso, todo o equipamento de que precisava para que saíssem – vivos – dali: além de conhecimento em primeiros-socorros, levava equipamentos como sinalizadores, itens para fazer fogo e um aparelho de comunicação via satélite, o Spot, que lhe permitiu acionar o socorro mesmo sem sinal de celular.

comunicacao via satelite

Sobrevivendo na selva

Gambá e o amigo, Pedro de Toledo Piza, cresceram em Paraibuna, e lá se acostumaram a explorar a mata local. No dia 2 de julho de 2016, no entanto, um enxame de abelhas em movimento interrompeu o passeio. “Era uma nuvem negra no meio do mato, tantas que até o zumbido assustava. O pior é que era uma região remota, no meio do mato, o que dificulta o resgate. Depois, ficamos sabendo que um idoso morreu por choque anafilático uma semana antes pelo mesmo motivo”, conta Gambá.

Treinamento de primeiros socorros em áreas remotas

Gambá estava de calça comprida na hora do incidente, e mesmo assim levou 250 picadas. O amigo, de bermuda – vale lembrar que ele é alérgico –, levou 350. “Eu fiquei uma semana internado, tendo convulsões e vomitando. Fiquei muito inchado. Já o Pedro parou de respirar, e tive que administrar a injeção de adrenalina nele. Eu tinha duas na mochila mas, como não sou alérgico, tomei um antialérgico que comprei no exterior, que não dá sono. Em casos de emergência como esse, é preciso estar muito atento e, por isso, tinha um medicamento adequado. Com certeza teríamos morrido se eu não tivesse feito o procedimento de primeiros socorros em áreas remotas que aprendi em um curso.”, revela ele, que é diretor administrativo da Adventure Club e tem mais de vinte anos de experiência em trilhas e outros esportes outdoor.

Ao todo, foram 52 minutos até que o helicóptero da Polícia Militar conseguisse resgatar Pedro, que estava inconsciente e, portanto, em estado mais grave, da mata. Os agentes socorristas chegaram de rapel, correndo contra o tempo. Gambá, que estava desperto, esperou a chegada dos bombeiros por terra, e bem que tentou andar até a ambulância, mas não conseguiu: depois, soube pelos socorristas que desmaiou depois de dez minutos de caminhada.

Equipamento adequado para situações de emergência

“Eu tinha na mochila um sinalizador, que foi o que me ajudou a parar o ataque por alguns minutos para conseguir pensar no que fazer naquela situação. A gente estava em um barranco com cipó, e tinha muito espinho. Como não havia água– é um ambiente em que poderíamos nos proteger do ataque–, ficamos sem saída. Tudo acontece muito rápido, e é complicado porque, apesar de não sentir dor na hora, eu me preocupava com Pedro, que eu tinha certeza que estava em risco ainda maior. Nem eu, nem ele íamos escapar se não tivéssemos sido resgatados, mas ele tinha ainda menos tempo. Como sei, por causa de um treinamento, que o que afasta as abelhas é a fumaça, a primeira coisa que fiz foi me aproximar do Pedro para protegê-lo e usar o sinalizador. A segunda foi acionar o botão de SOS do meu Spot para avisar para o meu contato de emergência que precisava de socorro. Isso foi fundamental, porque só consegui sinal de celular mais ou menos meia hora depois do ataque; quando falei com meu contato de emergência, ele já tinha chamado o resgate. Também consegui fazer uma fogueira, o que manteve as abelhas a uma certa distância e me deixou mais tranquilo para dar o medicamento para o Pedro. Cada um desses detalhes permitiu que eu esteja vivo hoje”.

Treinamento para situações de emergência

“Como eu trabalho com eventos esportivos e expedições, fiz uns cursos mais profissionais em áreas remotas e busquei especializações em vários lugares diferentes, desde a Patagônia até os Estados Unidos; fiz desde treinamento de técnicas verticais, mergulhos e corredeiras até a como agir em caso de avalanches. Meu principal objetivo era fazer meu esporte de forma segura e saudável, de forma correta, porque quero viver muito.

O que eu falo para as pessoas é que, principalmente se são leigas, procurem estar em grupos de montanhismo. Se praticam esportes de aventura esporadicamente, escolham ir com guias de turismo, buscar agências para fazer de uma forma segura e saudável. Não recomendo ir para trilhas sem profissional, sem conhecimento. Só depois, com planejamento de tudo o que aprendeu, ir evoluindo gradualmente. Eu, por exemplo, já quebrei o joelho, mas consegui me deslocar. Já me perdi por causa da neblina várias vezes na Serra do Mar e precisei ficar sentado por cinco horas esperando passar. Se eu me desesperasse, teria feito isso? É o conhecimento que nos poupa de problemas maiores.

Como trabalho com eventos outdoor, conheço bem algumas regiões, como a própria Serra do Mar, e é muito comum receber ligação de bombeiros pedindo ajuda para encontrar pessoas perdidas. Esse é um exemplo do que pode acontecer, e poderia ser bem pior se não conseguissem chamar o resgate.

Comunicação via satélite

O Spot é um aparelho de comunicação via satélite que funciona em qualquer lugar do mundo, mesmo nos lugares mais extremos; seja para ligações, enviar mensagens e compartilhar localizações ou ainda para rastrear bens. Conheça mais sobre o SPOT X, um Comunicador Bidirecional Via Satélite.

A importância do contato de emergência

“Antes de entrar na atividade eu aviso meus contatos de segurança sobre para onde estou indo e a previsão para terminar as trilhas, por exemplo, e também se estou sozinho ou acompanhado. Nesse caso de emergência com as abelhas, por exemplo, meu contato estava preparado para agir, sabia que não tinha acionado sem querer e que não era uma pegadinha. Muita gente tem o aparelho, mas não o usa corretamente. No caso da Serra do Mar, como não tinha sinal de telefone, o Spot era a única chance.”

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