Travessia da Ponta da Juatinga

Travessia da Ponta da Juatinga

Certamente uma das travessias de litoral mais lindas do Brasil, a Ponta da Juatinga encanta por suas praias paradisíacas, rios e cachoeiras, a mata viva e imponente, mas principalmente pelo contato com a comunidade caiçara que sempre recebe de braços abertos e muita sabedoria todos que por lá resolvem se aventurar!

A Ponta da Juatinga é uma península que pertence à Paraty, protegida pela Área de Proteção Ambiental do Cairuçu e pela Reserva Ecológica da Juatinga. Abriga inúmeras espécies de animais e plantas, pertencentes ao bioma com a maior biodiversidade do planeta!

Travessia da Ponta da Juatinga

A Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ) foi criada em 1992 com o objetivo de proteger a biodiversidade, as paisagens e a cultura tradicional caiçara. São cerca de 9,797 hectares de remanescentes florestais de Mata Atlântica, restingas, manguezais e costões rochosos.

Na Reserva vivem cerca de 1500 pessoas em 15 comunidades caiçaras ou núcleos de ocupação ao longo da costa, portanto a cordialidade e respeito com esta população é sempre bem vinda.

Abrange também várias praias, como a do Sono, Ponta Negra, Cairuçu das Pedras (que é minha favorita), Martim de Sá, Pouso da Cajaíba, Itanema, Itaoca, Praia Grande da Cajaíba, além de todas as do lado esquerdo do Saco do Mamanguá (que não é um Fiord e sim uma RIA ok!), como sobrado Engenho, Cruzeiro, Prainha e outras.

Durante a Travessia, a caminhada será pela zona costeira, atravessando praias, rios e morros com inclinação e declinação acentuadas.

Acampamento durante a travessia
Camping durante a travessia da Ponta da Juatinga

Existem várias opções para esta travessia, sendo possível iniciar de pontos diferentes, ou mesmo direções diferentes. Durante todo trajeto temos campings estruturados, onde é possível um bom descanso. O tempo de travessia também vai depender muito do roteiro que escolher, sendo o mais comum começar da Praia de Parati Mirim, Praia Grande da Cajaíba ou no Pouso da Cajaíba. Ou ainda no sentido contrário, iniciando no bairro de Laranjeiras ou Praia do Sono.

Mirante da Praia do Sono
Mirante da Praia do Sono

Algumas comunidades oferecem uma estrutura maior, sendo possível comprar as refeições, geralmente à base de peixe fresco da região. Na maior parte da Ponta da Juatinga já chegou energia elétrica, alguns campings oferecem até wi-fi e banho quente, um luxo que a pouco tempo seria impossível! Outras comunidades menores contam com geradores e energia solar.

De nível moderado a difícil, esta travessia é ideal para quem querer curtir trekking e praia, conhecer a história e cultura caiçara, fazer amigos e relaxar a mente, é importante ter  espírito de aventura, espírito de equipe, motivação e superação.

Trecho entre Pouso da Cajaíba e Martim de Sá
Trecho entre Pouso da Cajaíba e Martim de Sá

Apesar de não ser obrigatório a contratação de um guia (exceto para a Cachoeira do Saco Bravo, em que a contratação de um condutor local credenciado pelo INEA é obrigatório), é sempre recomendável. Estar com pessoas que conhecem bem o local deixará sua experiência muito mais rica e segura!

Por se tratar de uma Reserva Ecológica, algumas regras devem ser seguidas:

  • Não é permitido entrar com animais domésticos
  • Não é permitido acampar fora das áreas destinadas a camping
  • Não é permitido fazer fogueira
  • Não é permitido usar produtos químicos para banho ou lavagem de objetos em córregos, poços e cachoeiras
  • Não é permitido caçar, capturar animais silvestres ou montar artefatos de caça
  • Não é permitido retirar qualquer planta
  • Não é permitido riscar, pintar ou pichar rochas, cavernas, grutas ou troncos de árvores
  • Não é permitido utilizar aparelhos e equipamentos sonoros
  • Não é permitido realizar caminhadas fora das trilhas existentes, bem como a abertura de atalhos
  • Não é permitido praticar atividades comerciais ou exposição de objetos para venda.
  • A Mantra Adventure realiza esta Travessia há muitos anos, e eu, particularmente, sou apaixonada por lá! As paisagens são incríveis, as praias maravilhosas, mas o que ganhou mesmo meu coração foi o acolhimento e carinho da Comunidade Caiçara. Me lembro com saudades dos ensinamentos do falecido e icônico Seu Maneco, de Martim de Sá, o sorriso largo de sua filha Teresa, que sempre nos recebe com um almoço delicioso, do simpático casal Dona Dulcinéia e Seu Aprígio de Cairuçu das Pedras, que dão um baile no quesito sabedoria, respeito, tradição e interação com a natureza. Estes são só alguns exemplos de pessoas que certamente farão muita diferença em sua vivência por lá!

    Seu Maneco - Martim de Sá - Ponta da Juatinga
    Saudoso Seu Maneco, de Martim de Sá

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    Abaixo deixarei uma tabela de distâncias disponibilizada pela Reserva Ecológica Estadual da Juatinga, lembrando que você pode optar por outras rotas, acrescentando ou tirando alguns trechos do seu roteiro!

    Distância da Travessia da Ponta da Juatinga

    1 dia: Vila do Oratório – Ponta Negra (7,5km)
    2 dia: Ponta Negra – Martim de Sá (11,6km)
    3 dia: Martim de Sá – Pr Grande da cajaíba (8km)
    4 dia: Pr Grande da Cajaiba – Cruzeiro (8,3km)
    5 dia: Cruzeiro / Pr Grande do Mamanguá (travessia de barco: 800m) – Paraty Mirim (3,7km)

    Vídeo da Travessia da Ponta da Juatinga

    Texto por: Laila Mantra
    Guia e fundadora da agência Mantra Adventure e do Projeto Mochila de Batom.

     

    AuthorLaila Mantra

    Pedagoga, montanhista, Guia de Turismo Nacional e América do Sul pela CADASTUR, e caminhante, com diversos cursos de primeiros socorros, gerenciamento de riscos, sobrevivência na selva, localização, escalada e montanhismo, técnicas de mínimo impacto, carrega na bagagem diversas viagens e muitas histórias. Atuante na organização de roteiros e desenvolvimento da logística, amante dos esportes de aventura, já levou grupos à diversos destinos e acredita que subir uma montanha nunca é fácil, mas que a vista lá de cima sempre faz valer à pena. Laila é Guia na Agência Mantra Adventure, agência que tem o Monte Roraima como um dos seus destinos mais procurados.

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