Reduzindo o peso na sua mochila

Reduzindo o peso na sua mochila

Reduzir o peso que transportamos em nossas aventuras se tornou um assunto cada vez mais recorrente entre os praticantes de atividades outdoor, principalmente nos bate papos de trekking e bikepacking. Essa redução permite que você caminhe (ou pedale) mais rápido, gaste menos energia e percorra distâncias maiores com um desempenho melhor. Além disso, a prática de reduzir o peso pode ser muito útil em viagens e mochilões, você pode adaptar algumas soluções e viajar com uma mochila menor e mais leve – o que significa mais conforto, mobilidade e economia com as taxas de despacho de bagagem.

Quando falamos em reduzir peso muita gente pensa nos equipamentos super leves, feitos com titânio ou tecidos tecnológicos. Mas trocar seus equipamentos é algo que pede um certo estudo prévio e, obviamente, tem um custo. Equipamentos mais leves e de qualidade utilizam materiais e tecnologias mais novas e isso impacta no preço final destes produtos, portanto antes de gastar dinheiro comprando todas as novidades do mercado vale a pena avaliar o quadro geral dos seus equipamentos atuais e ver se existem otimizações iniciais que você pode fazer sem ter que trocar seus equipamentos – neste texto traremos algumas dicas para lhe ajudar nesta tarefa.

1. Comece pesando seus equipamentos atuais

O primeiro passo é descobrir quais são os itens mais pesados que você costuma transportar. Essa pesagem inicial permite que você descubra o peso de cada um dos seus equipamentos e quais são itens que mais adicionam peso na sua mochila. Existem alguns vilões principais e nós falaremos deles mais pra frente.

Um detalhe importante é que você deve se lembrar que alguns equipamentos usados para acampar no versão são diferentes daqueles usados para acampar no frio, portanto leve em conta esses dois cenários. O peso da sua mochila no verão será sempre menor do que o peso dela no inverno.

Separe os equipamentos mais pesados, veja se eles são realmente necessários e se vale a pena trocá-los por opções mais leves. Por exemplo, um isolante de EVA é mais leve do que um isolante inflável e não fura, mas também é mais volumoso e menos confortável. Portanto, pense o que é mais importante para você antes de sair trocando um pelo outro.

Como você deter ter notado, o minimalismo pode impactar no conforto do seu acampamento. Ao deixar alguns equipamentos de fora, reduzir a quantidade de comida ou mudar o tipo de abrigo a sua percepção de conforto poderá ser afetada. Pode ser que você descubra que um determinado item é indispensável para você, bem como pode ser que você encontre algo que poderia ficar em casa nas próximas aventuras. Esse ajuste fino vai acontecer com o tempo e a prática.

2. Cuidado com os itens desnecessários ou duplicados

Ok, o conceito de “desnecessário” pode ser bem pessoal. Para algumas pessoas aquela cafeteira italiana de metal é indispensável, já para outras os equipamentos foto e vídeo não podem ficar em casa de jeito nenhum. Mas mesmo assim sempre tem alguma coisa que pode ser deixada de fora ou substituída. Outro ponto que merece atenção é a duplicidade de equipamentos, ou seja, itens que possuem mesma função – neste caso um deles poderia ficar de fora.

Alguns excessos e duplicidades aparecem com frequência nestas categorias:

– Vestuário

Evite os exageros, reveja a quantidade de roupas e calçados que você levará. Por exemplo: ao invés de levar uma calça e uma bermuda você pode escolher uma calça-bermuda e terá as duas peças combinadas em uma só. Em viagens de bike algumas pessoas abrem mão da bermuda de ciclismo (aquela com forro de espuma) e pedalam usando uma roupa confortável, essa é uma maneira para eliminar mais algumas peças de roupa. Faça alguns testes pra achar uma roupa que seja realmente confortável para pedalar, lembre-se de testar as possíveis roupas em pedaladas com distâncias iguais ou próximas daquelas que você irá percorrer durante a sua viagem.

Se você gosta de levar um chinelo para usar nos momentos de descanso escolha uma opção mais leve e menos volumosa. No bikepacking a situação será similar, se você pedala de sapatilha provavelmente você vai levar um outro calçado para usar quando não estiver pedalando. Pense no peso e o volume que esse calçado extra ocupará. Essa dica também pode ser útil nos seus mochilões e viagens em geral. Otimize!

Algumas pessoas chegam a usar a mesma roupa em todos os dias de caminhada durante um trekking, essa é uma boa opção para percursos com poucos dias de duração.

Tenha uma camisa extra para trocar e um par de meias de reserva (caso as suas fiquem molhadas), ajuste a quantidade desses itens de acordo com a duração da viagem, e lembre-se: lavar as roupas é uma ótima opção nas trilhas de longo curso, assim você não precisará levar muitas peças.

Leve uma muda de roupa para dormir (esse conjunto pode ser a sua roupa limpa para usar na volta, se for necessário). Algumas pessoas gostam de levar um conjunto de segunda pele para dormir. Ajuste a quantidade de roupas de acordo com o que for melhor para você, mas tenha sempre uma muda de roupa seca e limpa para dormir, e tome muito cuidado com a minimização extrema do vestuário nos locais frios.

Sempre tenha um anorak na mochila. Escolha um que não seja tão pesado e volumoso. Se for necessário, leve roupas de frio (fleece, casaco de plumas, gorro, luvas e um conjunto de segunda pele). As jaquetas com enchimento de plumas são leves, compactas e eficientes no aquecimento (desde que estejam secas).

– Comida e água

Nem sempre você poderá reduzir a comida ou a água drasticamente – tenha muito cuidado com essa parte. A melhor maneira para saber se você está levando comida demais é separar os itens por refeição. Essa separação começa na fase de planejamento da viagem. Faça isso antes de ir ao mercado, assim você evita comprar coisas desnecessárias.

Procure levar comidas que forneçam mais calorias e que tenham mais nutrientes, mas que não tenham embalagens pesadas ou desnecessárias – minimize ou elimine completamente as latas e as caixas.

Concentre as melhores refeições no café da manhã e no jantar. Durante a caminhada consuma nozes, amendoins, frutas desidratadas, barras de proteína, barras de cereal, carne seca, salame, gel de carboidrato, mel, etc. Pasta de amendoim é uma boa sugestão para você incluir no seu café da manhã ou em algum lanche, experimente com pão sírio.

Fracione a quantidade de comida que você vai levar em porções menores, isso é muito útil para o arroz, macarrão, café, sal, açúcar, temperos, etc. Use sacos com fechos, tipo Ziploc, para transportar esses itens. Esses sacos podem ser reutilizados nas suas próximas aventuras. Para fracionar líquidos, como azeite ou óleo, você pode usar tubos de garrafa PET ou qualquer outro pote que não vaze.

Comidas liofilizadas ou termoprocessadas são ótimas para quem não deseja ter trabalho com as refeições maiores. As liofilizadas são mais leves.

Reduzir a quantidade de água pode ser um grande risco dependendo do local. Lembre-se que você provavelmente precisará ter um volume reservado para preparar suas refeições. Em algumas trilhas os pontos de captação de água ficam distantes uns dos outros, atente para isso durante o seu planejamento.

Compare a funcionalidade, capacidade total e o peso dos itens que você usará para transportar água. Garrafas rígidas de plástico ou metal, garrafas flexíveis (como o CamelBak Quick Stow Flask), reservatórios de hidratação ou reservatórios para transporte (como os Watercells da Sea to Summit) possuem vantagens e desvantagens – como muitos outros equipamentos. Então, teste o que funciona melhor para você.

Os reservatórios de hidratação funcionam melhor em algumas situações, já as garrafas são mais fáceis de reabastecer e podem ser espalhadas em pontos diferentes da sua mochila de trilha ou na bike. As garrafas de metal podem ser usadas com água quente para aquecer o saco de dormir em climas frios – escolha a sua opção levando em conta o peso e as funcionalidades que você precisa.

E não se esqueça que você pode “dividir para reduzir”. Tanto a água extra quanto a comida podem ser divididas entre as mochilas dos participantes.

Três dicas sobre hidratação: ao passar por um ponto de abastecimento verifique o nível da água nas suas garrafas e reservatórios. Mesmo que eles não estejam tão vazios pode valer a pena aproveitar a oportunidade para reabastecê-los. Beba uma quantidade de água e reabasteça tudo. E não se esqueça de tratar a água que você coletar durante a caminhada antes de beber. Complemente a sua hidratação com isotônicos em pó ou pastilhas efervescentes, assim você não precisará levar garrafas de isotônicos – que adicionam peso, geram lixo e ocupam mais espaço.

– Acessórios em geral

Talheres, panelas, copos, pratos, facas, canivetes, lanternas… Esses e muitos outros acessórios somam gramas extras ao peso da sua mochila. Veja se você precisa mesmo de todos os itens que costuma levar. Será que alguns deles não podem ser trocados por opções mais leves? O canivete poderia substituir a faca do seu conjunto de talheres, por exemplo. O prato não precisa ser grande e algumas pessoas nem levam pratos, elas comem direto na panela – isso funciona muito bem quando você não está dividindo a comida com outras pessoas.

Espalhe os seus acessórios sobre uma mesa e pense na função de cada um deles. Experimente agrupar os itens com funções iguais ou similares e veja qual é o melhor. Se for preciso pese eles novamente e veja qual item é mais leve ou funcional.

Existem fogareiros compactos, como o Nano ou o Spark, da Azteq e eles são perfeitos para você reduzir o peso na sua mochila, principalmente se você estiver cozinhando sozinho ou para um grupo pequeno. Até o cartucho de gás pode ser otimizado, atualmente temos o Minigas NTK, um cartucho menor e mais leve que Tekgas tradicional – uma boa opção para trilhas com poucos dias de duração ou para quem usará o fogareiro somente para aquecer água ou cozinhar refeições rápidas.

Algumas reduções são simples, mas ao mesmo tempo não são óbvias, elas precisam de alguma criatividade. Já demos uma dica no nosso canal no YouTube sobre redução de peso para quem usa espiriteira, confira:

Existem equipamentos no mercado que agrupam em um mesmo objeto diversas funções diferentes, como os canivetes suíços e as ferramentas multifunção. Esses acessórios podem ser super úteis nas suas atividades outdoor, mas até eles podem ser otimizados. Provavelmente você não usará todas as funções em uma viagem, acampamento ou trilha, então ao escolher um canivete desses pense bem no uso que você dará para ele e nas funções que você realmente precisa durante suas atividades.

Assim como os canivetes também temos opções “tudo em um” nos talheres outdoor. Como o Spork da Sea to Summit, que existe em duas versões, uma em polipropileno e outra de titânio. Na versão em polipropileno esse talher reúne garfo, colher e faca em um mesmo item.

Panelas e outros itens de cozinha também podem ser otimizados. Desde a otimização mais simples, como a substituição de uma cafeteira italiana por um coador de pano; até a troca de uma panela comum por outra feita de titânio, por exemplo.

Pese o seu sistema de cozinha atual e as possíveis variações dele. Vá trocando as panelas, copos, talheres e o fogareiro até encontrar uma versão que irá lhe atender e que seja mais leve. E se você estiver viajando com outras pessoas sempre existe a possibilidade de dividir os equipamentos entre os participantes – um leva as panelas, outro leva o fogareiro, outro leva o combustível e assim por diante.

– Eletrônicos

Hoje em dia muitos celulares são capazes de filmar e fotografar com ótima qualidade, além de funcionarem como um recurso extra para localização, música (não esqueça o fone de ouvido) e comunicação (quando existe sinal da operadora, é claro). Um smartphone e um powerbank facilitarão os registros da sua aventura, principalmente aquelas com poucos dias de duração. E nas aventuras maiores um painel solar portátil pode ser uma boa opção para recarregar o powerbank. Uma dica extra: se não tiver sinal de celular no local, ou se você não precisar do sinal, coloque o seu telefone no “modo avião”, assim você economiza bateria durante a trilha. A noite desligue o aparelho e lembre-se de deixar suas baterias e pilhas protegidas do frio.

Câmeras DSRL, microfones, tripés, drones e outros itens de áudio e vídeo são pesados, volumosos, dependem de baterias e carregadores e exigem um certo cuidado no transporte. Então, se você não é um profissional da área ou se não precisa efetivamente desses itens, considere deixá-los em casa. Mas note que até mesmo entre esses equipamentos podemos encontrar opções mais compactas e leves, como câmeras mirrorless, microfones compactos, câmeras de ação, tripés leves, drones menores, etc.

GPS e localizadores satelitais, como o SPOT, são recursos de segurança, assim como o mapa e a bússola – então pense bem antes de abrir mão deles. Existe uma linha tênue entre a redução de peso e a segurança quando se trata de alguns equipamentos, comida, água e roupas. Tenha bom senso!

As otimizações podem acontecer nas viagens urbanas também, por exemplo: se você vai viajar a trabalho e vai levar um notebook e um mouse pode ser melhor escolher um mouse com fio ao invés de um mouse sem fio que usa pilhas. Um mouse com pilhas vai te obrigar a comprar pilhas ou levar pilhas recarregáveis e um carregador, já um mouse com fio não precisará nem das pilhas e nem do carregador – isso funciona muito bem nas viagens mais longas… Não sente falta do mouse? Então deixe ele em casa e use o touchpad do notebook.

A mesma ideia pode ser aplicada aos carregadores, alguns dispositivos eletrônicos usam os mesmos cabos e carregadores, portanto, você pode levar um carregador para todos eles ou usar um carregador que tenha conexões para mais de um dispositivo.

– Higiene pessoal e material de limpeza da cozinha

Aqui existem várias opções para reduzir algumas gramas. Trocar uma toalha normal por uma toalha ultra light, trocar o tubo de pasta de dente grande por um tubo menor ou por uma fração de pasta e até cortar o cabo da escova de dentes para eliminar qualquer possibilidade de peso extra. Um potinho pequeno com tampa de rosca funciona muito bem para transportar uma quantidade de pasta de dente para uma aventura menor.

E já que falamos da toalha, confira essas duas toalhas leves da Sea to Summit:

Existe espaço para otimização até mesmo quando você já usa uma toalha leve. Você realmente precisa de uma toalha grande, ou poderia usar um tamanho menor e mais leve?

Se você não vai tomar banho durante a trilha substitua a toalha por alguns lenços umedecidos (aqueles de bebê) ou até mesmo alguns paninhos de limpeza, tipo Perfex. Esses panos secam rápido, são reutilizáveis e dependendo da situação substituem muito bem a toalha e os lenços umedecidos.

Escova de dentes, pasta de dente, desodorante, sabonete, papel higiênico e fio dental. Todos esses itens podem ser reduzidos. Você não precisa levar um sabonete inteiro, um tubo de pasta de dente grande ou um rolo de papel higiênico novinho. Reduza a quantidade de cada um deles de acordo com a duração da sua atividade. O mesmo vale para o desodorante, escolha uma opção menor. No caso das viagens maiores uma opção interessante é trocar o shampoo e sabonete por um “shampoonete”, um tipo de shampoo + sabonete em barra que você encontra em lojas e sites de produtos naturais, essa é uma dica legal para quem faz mochilões e não quer se incomodar com as regras para transporte de líquidos no avião.

Algumas pessoas usam sabão de coco como sabonete e shampoo nas trilhas mais longas, se você não se incomodar essa pode ser uma boa opção. Só não misture o sabão da cozinha com o sabão de banho!

As mesmas ideias podem ser adotadas quando falamos do material de limpeza usado para lavar louça. Reduza o tamanho do sabão de coco biodegradável, troque a esponja de cozinha por um pedaço de bucha vegetal e use um paninho tipo Perfex para secar a louça. Papel higiênico serve para “limpar a seco” os pratos, talheres e até mesmo as panelas – quando a sujeira não for grande.

3. Os maiores vilões do peso

Se não levarmos em conta a água e a comida – que podem influenciar muito no peso final – os maiores vilões são a barraca, o sistema de dormir (saco de dormir / isolante) e a mochila.

Muita gente quando pensa em reduzir o peso começa justamente trocando a mochila. O problema é que as mochilas mais leves foram feitas para transportar cargas menores, então, para reduzir o peso da mochila, você deve primeiro reduzir o peso geral dos seus equipamentos.

O sistema de dormir também é um dos grandes culpados pelo peso que transportamos, principalmente os sacos de dormir sintéticos para temperaturas mais baixas e os isolantes auto infláveis. Os sacos de dormir sintéticos podem ser substituídos por sacos mais leves e compactos com enchimento de plumas, mas isso tem um custo. Um bom saco de dormir de plumas é bem mais caro e demanda mais cuidado do que um saco com enchimento sintético para a mesma faixa de temperatura.

Muitas pessoas trocam erradamente o saco de dormir por um mais leve e compacto pensando somente no peso e o volume, essa é uma péssima decisão. Os sacos de dormir devem ser escolhidos seguindo as indicações da faixa de temperatura para a qual eles foram desenvolvidos, isto é, um saco de dormir compacto e leve feito para o verão não irá funcionar em um local com temperaturas negativas.

Existe a possibilidade de usar um saco de dormir mais leve em conjunto com um liner de fleece. Em algumas situações isso pode funcionar muito bem, mas faça alguns testes em situações controladas para saber até qual temperatura essa combinação funcionaria bem para você.

Em climas amenos você pode substituir o seu saco de dormir por um liner de fleece, por exemplo. E no verão, para acampamentos no litoral, você poderia substituir o próprio saco de dormir por um liner. Para locais realmente frios a melhor opção para reduzir o peso ainda é substituir o seu saco de dormir sintético por um com enchimento de plumas.

Já quando falamos dos isolantes térmicos o peso pode variar muito de acordo com o tipo de isolante. Os isolantes auto infláveis são confortáveis, mas são os mais pesados. Já os isolantes infláveis são mais leves que os anteriores e são super confortáveis, mas podem furar. O isolante de célula fechada, ou isolante de EVA, é o mais leve de todos e não fura, porém é o mais volumoso. Nesta situação você deve refletir sobre o que é melhor para o seu uso – levar um pouco mais de peso e ter o conforto do isolante inflável; ou escolher um isolante de EVA leve, mas transportar um volume maior.

Temos isolantes de EVA mais finos e mais grossos, e consequentemente menos ou mais volumosos e pesados, e com menor ou maior poder de isolamento. Escolha uma opção de acordo com o clima do local, os mais finos funcionarão bem nos climas quentes e amenos, e os mais grossos serão ideais para o frio.

Não se esqueça que existem isolantes térmicos de meio corpo, isto é: isolantes menores no comprimento, em geral eles vão da cabeça até a altura dos quadris. E servem justamente para reduzir o peso/volume transportado sem deixar de proteger o seu tronco e cabeça. Cortar o isolante de EVA em um tamanho menor é outra otimização possível.

Para algumas pessoas o travesseiro é algo indispensável para uma boa noite de sono, existem duas opções neste caso: você pode usar um travesseiro inflável compacto e leve; ou improvisar um travesseiro usando algumas roupas. Essa uma escolha pessoal baseada no conforto.

A barraca é outra vilã do peso, ao menos na maioria dos casos. Hoje nós já encontramos no mercado nacional barracas leves pesando cerca de 1kg, e já existem barracas para duas pessoas no mercado internacional pesando menos de 600 gramas. Muitas delas dispensaram as varetas e passaram a usar os bastões de caminhada como armação. Mas como sempre, toda novidade tecnológica tem um custo, principalmente se falarmos das barracas que utilizam tecidos com fibras de Dyneema.

Devemos lembrar que existem outras opções de abrigos além das tradicionais barracas, já falamos aqui no Gear Tips sobre o sistema de tarp, sobre as redes de camping e também sobre os sacos de bivak.

Todo sistema de abrigo tem vantagens e desvantagens. O peso, o conforto e as necessidades específicas para montagem são os principais pontos de diferença entre esses abrigos. Alguns deles se comportam melhor em determinadas situações e outros funcionam melhor em outros cenários. A rede é leve, mas precisa dos pontos de apoio para ser montada; o saco de bivak pode ser desconfortável para algumas pessoas; já o tarp pode ser exposto demais…

Outra questão sobre a barraca é que você não precisa levar ela inteira. Verifique a necessidade de levar todos os espeques, cordeletes ou footprint. Além disso, algumas barracas permitem a montagem do sobreteto de forma independente do quarto. E mesmo que a sua barraca não tenha essa capacidade ainda é possível separar as partes dela entre as mochilas das pessoas que usarão ela. Desta forma uma pessoa levaria o sobreteto e as varetas, e outra pessoa leva os espeques e o quarto.

Agora ponha a mão na massa!

Mas não tenha pressa, por mais que você esteja com muita vontade de reduzir o peso da sua mochila. Uma dica legal é otimizar seus equipamentos por partes, levando em conta o que você pode otimizar primeiro sem precisar investir muito ou até mesmo nada.

1. Pese todos os seus equipamentos;
2. Veja quais você não irá levar mais ou quais podem ser substituídos por outros que você já possui;
3. Reveja suas roupas e acessórios em geral;
4. Comece a otimizar seu sistema de cozinha – panelas, pratos, copos, fogareiro, talheres, combustível, etc;
5. O sistema de dormir, a barraca e a mochila serão, provavelmente, os itens mais caros no seu orçamento de otimização. Lembre-se que antes de otimizar a mochila você deve pensar no restante dos equipamentos, então comece revendo o seu sistema de dormir e a sua barraca. Se achar melhor troque um de cada vez;
6. Com tudo otimizado (ou parcialmente otimizado) você pode começar a pensar na mudança da sua mochila.

Como você viu aqui, reduzir o peso é algo que demanda testes e experimentações. É um processo que vai acontecer constantemente com o passar do tempo. Equipamentos novos e mais leves surgirão no mercado, você irá se acostumar a levar menos itens, irá encontrar novas opções de otimização, etc.

Então não tenha pressa e curta o processo – e saiba que é um caminho sem volta, rsrsrs!

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